Riscos, Crises e Surpresas Previsíveis- Como executivos e o conselho de administração podem ser os últimos a saber… tarde demais

Artigo  de Pedro C Ribeiro Riscos, Crises e Surpresas Previsíveis- Como executivos e o conselho de administração podem ser os últimos a saber… tarde demais publicado na revista Empresários

Riscos, Crises e Surpresas Previsíveis- Como executivos e o conselho de administração podem ser os últimos a saber… tarde demais por Pedro C. Ribeiro

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Governança Corporativa e Governança de Riscos em Projetos

O artigo “Um Elo em Construção: Governança Corporativa e Governança em Projetos” de Pedro C Ribeiro,  Paul Dinsmore, Luiz Rocha,  e Carlos Augusto Freitas  publicado na edição de março/abril 2016 da revista MundoPM disponivel no site http://www.mundopm.com.br da própria revista.

Governanca Corporativa e Governanca de Projetos MUNDO PM

Artigo de Pedro C Ribeiro: Surpresas Previsíveis em Projetos

ImagemJá esta disponível o meu artigo  Predictable Project Surprises: Bridging Perception Gaps  publicado pela NASA Academy of Program, Project & Engineering Leadership. O artigo, escrito a pedido da NASA, complementa a palestra que realizei  em conferência promovida pelo Office of the Chief Engineer da NASA. (solicite uma cópia do  artigo enviando e-mail para info@stratech.com.br)

NASA – Prevenção de Crises em Empreendimentos – Lições para a Liderança

Ja esta disponível o meu artigo  Sinking the Unsinkable: Lessons for Leadership publicado na ASK – Academy Sharing Knowledge  da NASA. O artigo    complementa a palestra que realizei  em conferência da NASA promovida pelo Office of the Chief Engineer . A palestra, baseada no meu livro e workshop Lições do Titanic para Líderes , aborda  o papel da liderança em todos os níveis na prevenção de crises em empreendimentos através do Modelo dos 5 Estágios de uma Crise.

NASA Ask Magazine Sinking the Unsinkable

Lições do Titanic sobre Riscos e Crises em matéria no Diário do Comércio

Diario do ComércioO livro “A Night to Remember” do historiador norte-americano Walter Lord é lançado no Brasil . O  jornalista Renato Pompeu do Diário do Comércio  escreve sobre o lançamento do livro e   faz uma comparação  entre  diferentes abordagens ao desastre do RMS Titanic incluindo o  livro Lições do Titanic sobre Riscos e Crises de Pedro C Ribeiro em  matéria do Diário do Comércio

 

Artigo: Disaster Recovery Journal

Efeito DominóCrise! A Necessidade Urgente de Aprendizado

Crisis!The Urgent Need for Learning

Pedro C Ribeiro e Mark Chussil publicaram artigo no Disaster Recovery Journal , Fall 2009 que trata da necessidade de aprendizado sobre como lidar com crises. Vale a pena conferir. Um tema bastante atual.

Quando uma crise ocorre, equipes tanto no governo quanto em empresas necessitam saber  o que irão fazer e como fazer. Assim como pilotos na aviação recebem treinamento em simuladores de vôo para que possam lidar com diversos tipos de situação, tomadores de decisão necessitam de treinamento especializado utilizando simulação de crises.

Simulações especializadas criam em tempo real a experiência de caos que acontece no meio de uma crise. Uma simulação testa planos de respostas e alternativas de ação, preparando os tomadores de decisão. (A propósito, testar não significa avaliar o desempenho dos tomadores de decisão no simulador. Afinal ninguém nasce sabendo como lidar com um surto de dengue ou com um furacão Categoria 5. Ao contrário, significa adotar um abordagem de  aprendizado em um ambiente mais próximo da realidade .)

Os benefícios do treinamento baseado em simulação incluem:

1-Habilidades mais sólidas. Conhecimentos sobre uma crise specífica  auxilia os participantes a desenvolverem habilidades para  tomada de decisão sob pressão.

2- Habilidades mais abrangentes. Passar pela experiência de múltiplas crises e cenários  estimula a criatividade e fortalece  a confiança nas decisões.

3- Equipe melhor preparada. Participantes aprendem como interagir melhor durante uma crise, e como suas decisões podem auxiliar, ou inadivertidamente, prejudicar, outros departamentos ou orgãos governamentais.

4- Prioridades de investimentos mais claras. Ao testar planos no limite, antes que uma crise ocorra, instituições aprendem a priorizar melhor os investimentos para a prevenção de crises. O treinamento baseado em simulação de crises ajuda a melhorar o processo decisório , quando boas decisões podem salvar recursos e vidas.

Veja o artigo no link  http://www.drjournal-digital.com/drjournal/2009fall/?pg=8#pg8

Costa Concordia: Cem anos depois do Titanic

Uma coletiva programada esta semana para o dia 16 de janeiro para apresentar o tema do Dia Marítimo Mundial deste ano, “Cem anos depois do Titanic”, foi cancelada pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), das Nações Unidas, em respeito à tragédia ocorrida com o cruzeiro italiano Costa Concordia.

O Dia Marítimo Mundial, celebrado anualmente em setembro pelos 169 Estados-Membros da Organização Marítima Internacional  é um evento significativo para todos aqueles que têm afinidade com a atividade marítima.

O tema  deste ano ,“Cem anos depois do Titanic”, tem como objetivos devolver a organização às suas raízes e refletir sobre as lições do naufrágio do Titanic.

As causas do acidente com o Concordia ainda não foram oficialmente estabelecidas, no entanto, avaliações preliminares indicam que talvez algumas lições importantes do Titanic podem ainda não terem sido aprendidas.

Sistemas Tecnológicos e Humanos

Peritos mencionam que um desastre como o do Costa Concordia, com a tecnologia existente hoje, seria algo impensável. Douglas Ward, expert em cruzeiros marítimos  declarou ao jornal The Telegraph – ”Navios de hoje são tecnologicamente avançados e os navegadores não precisam nem aprender a usar um sextante como no passado.”

No entanto assim como  no caso do Titanic, parece não terem sido os sistemas de apoio a navegação que falharam. O rádio telégrafo Marconi a bordo do Titanic havia transmitido  alertas sucessivos sobre a existência de icebergs,  que foram ignorados. O Instituto Hidrográfico dos Estados Unidos, com sede em Washington, também já havia solicitado aos comandantes  que  utilizassem o telégrafo como apoio à navegação, no entanto o Titanic acabou colidindo com um iceberg cuja posição ele próprio havia retransmitido ao instituto. Por ironia, antes do naufrágio do Titanic em 1912, seu comandante  havia proferido a frase – “Não posso imaginar o que poderia afundar  os navios de hoje. A moderna construção naval esta bem além disso.”

No caso do Costa Concordia um avançado sistema de navegação instalado a bordo havia traçado eletronicamente uma rota pré-aprovada, mas o Capitão do navio , conforme relatos preliminares, efetuou  uma mudança não autorizada no trajeto da embarcação.

Em entrevista à Folha de Sao Paulo, especialistas do setor marítimo  declararam que um dos possíveis fatores que causaram o acidente foi o excesso de confiança. “Tem capitão de navio de passageiro que não aceita instruções da Capitania dos Portos.” diz  Álvaro Otranto, oficial da Marinha Mercante.

Treinamento,  Desenvolvimento e Liderança

Abordando preocupações semelhantes as da época do naufrágio do Titanic , o secretário-geral da associação de profissionais do setor maritimo, a Nautilus International,  Mark Dickinson, declarou ao jornal Morning Star estar preocupado com o aumento contínuo no tamanho dos navios vis-a-vis a adequação dos equipamentos salva-vidas e a capacitação da tripulação sob emergência. “Acreditamos que  em função do tamanho crescente dos navios mais atenção deve ser dada a questões como a adequação dos equipamentos salva-vidas, e a qualidade e quantidade de tripulantes,  sua formação e experiência na operação e em lidar com situações de emergência”, afirmou Dickinson .

Relatos de passageiros  publicados na mídia, e indicados a seguir, apontam, conforme relatado na imprensa, para possíveis falhas de comunicação, coordenação, disciplina, treinamento,  capacitação e  liderança.

“Tivemos que liberar o salva-vidas  nós mesmos: os instrutores … saltaram  para os barcos,…. inclusive o Capitão do navio”

“Nunca na minha vida vi tal demonstração de ignorância, incompetência e irresponsabilidade”.

“Era como assistir os irmãos Marx, vendo a tripulação tentando descobrir como funcionavam  os barcos salva-vidas”

“ As orientações fornecidas pela tripulação eram contraditórias”

A frase do Senador William Smith – “..se isso é disciplina , o que seria desordem? ” –  , criticando a operação caótica dos botes salva-vidas e falta de treinamento da tripulação e liderança parece refletir adequadamente a situação. O problema é que esta frase foi dita há cem anos, em 1912, por ocasião  o inquérito oficial do Titanic, iniciado em tempo recorde, apenas 4 dias após o  desastre.

A Carnival Corp., proprietária do navio, declarou acreditar no profissionalismo, capacitação e disciplina da tripulação, mas informou, que  mesmo assim irá promover uma investigação detalhada quanto ao treinamento da tripulação, equipamentos e práticas  de evacuação.

Analistas estimam que a conta do desastre para a Carnival Corp.  poderá chegar a 95 milhões de euros, e a 750 milhões de euros para as seguradoras.

Na abertura do  ano centenário do naufrágio do Titanic as circunstâncias do desastre do Costa Concordia  indicam que talvez existam ainda algumas lições a serem aprendidas , e o caso Concordia, provavelmente estará este ano na pauta  do Dia Marítimo Mundial em setembro, sob o apropriado tema  “Cem anos depois do Titanic”

 

*Pedro C Ribeiro, é fundador da consultoria Stratech/TheProjectOffice e autor do livro Lições do Titanic sobre Riscos e Crises www.titanic-riscosecrises.com.br